SÉRIE: FALAR BEM EM PÚBLICO 01

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Pode perguntar a si mesmo: “Existe realmente alguma forma rápida e fácil para falar em público – ou isso é meramente mais um artigo que promete mais do que realmente faz? ” Nesta série de artigos você encontrará ferramentas que lhe servirão para o resto da vida, quando precisar colocar em prática o “Falar em Público”.

Em maio de 2016 iniciei esse caminho com você leitor da Gazeta do Rio Pardo, sobre técnicas, exercícios e outros textos mais sobre comunicação e desenvolvimento pessoal. Para quem já acompanha estes textos podem surgir nas próximas semanas algumas reprises, e que serão ótimas pois a persistência e prática leva a perfeição.

Primeiro ponto a ser seguido na hora de falar em público é apenas isto: fale sobre algo que ganhou o direito de falar através de um estudo ou experiência. Fale sobre algo que conhece e que sabe. Não perca dez minutos ou dez horas a preparar um discurso: perca dez semanas ou dez meses. Ou melhor, perca dez anos.

Fale sobre algo que tenha despertado o seu interesse. Fale sobre algo que deseje profundamente comunicar para o seu público. Para ilustrar o que quero dizer, vamos pegar o seu exemplo. Pode ser que você fique apavorado, tenha medo, ache que falar em público é uma arte complicada, que está além das suas capacidades. No entanto, se eu lhe pedir para falar de improviso sobre “a maior mágoa de sua vida”. O público ficará encantado. Imagine a situação da apresentação:

“A maior mágoa da minha vida é que nunca conheci o amor de mãe. A minha mãe morreu quando eu tinha apenas um ano de idade. Fui criado por tios e outros parentes que estavam tão envolvidos com os seus próprios filhos que mal tinham tempo para mim. Nunca fiquei com ninguém, por muito tempo. Ficavam insatisfeitos quando me viam entrar e contentes quando me viam partir.

Nunca mostraram algum interesse em mim ou me deram carinho. Sabia que não era desejado. Mesmo sendo uma criança, sentia isso. Muitas vezes chorei até adormecer por causa da solidão. O que mais desejava era ter alguém a quem mostrar meu caderno da escola. Mas não tinha. Ninguém queria saber. Tudo o que queria, enquanto era criança, era amor – e nunca ninguém me deu”.

Sendo esta sua história precisaria de anos para preparar esse discurso? Não. Pois teria se preparado para o discurso desde quando chorava até adormecer quando era criança. Teria se preparado para o discurso ao lhe doer o coração quando não tinha ninguém a quem mostrar a caderneta da escola. Não se admire falar bem,  sobre um assunto tão forte.

Neste caso se preparar para o discurso, era deixar os seus sentimentos e recordações reprimidos virem à tona.

Jesus disse: “O meu jugo é suave e meu fardo é leve”. Assim é o jugo e o fardo de falar bem. Discursos ruins são geralmente aqueles que são escritos, memorizados e que soam artificiais. Uma boa conversa é aquela que vem de dentro de nós, tal como uma fonte.

Aguardo você para a próxima semana. Qualquer dúvida ou sugestão entre em contato 19 9279 2469 ou acesse outros textos e vídeos em www.educunha.com.br. Um grande abraço.

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FONTE: (adaptado) de Dale Carnegie Training

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